quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Micronarrativa (VI)

(Baleal - fotografia de PC)

Fica ancorado em mim! Solta o teu corpo e desce ao cais do desejo, onde o limite é o nada. Desenha com teus dedos em meu corpo o mapa dos nossos sentidos e deixa conhecer-nos, percorrer-nos como se fossemos país sem fronteiras, mar de infinito horizonte. Revela-me o segredo deste amor, onde a pátria é um só corpo e os teus olhos verdes o alto mar.




(Kátia Guerreiro – Ancorado em Mim - Poema de Ana Vidal)

Foste o mar e o veleiro
muito mais que o mundo inteiro
Ficaste ancorado em mim

10 comentários:

Sammia disse...

A boa é do fado com certeza. O canto de amor para teu amado. As ondas de paixão alumiam o peito.
Fica bem, tenha um lindo dia querida.
Beijinhos.

Huckleberry Friend disse...

Vuelve conmigo a dibujar
Las olas del mar
Dame tu mano una vez más!
(cha la la la)

Sofia disse...

Obrigada Sammia! E fico à espera desse presente do outro lado do Atlântico! Gostaste da música?

Beijnhos e bom fim-de-semana

Sofia disse...

huck, os melhores versos de sempre e sempre bem escolhidos. Sabes sempre fazer-me sorrir, mesmo quando eu não quero!

E como vês o mar também pode ser verde como os teus olhos

marta disse...

Eu escrevo, uns "bodadinhos bonitos"

Tu escreve-los sempre.


Beijinho

av disse...

De Madrid, um beijinho especial à minha querida Sofia. Pela ternura de ter escolhido esta música (e esta letra...) e pela ternura de ser sempre como é. Um beijinho também ao Pedro, seu eterno chevalier servant, porque sei que ambos gostam muito desta cidade onde estou. Voltem cá, niños, Madrid está linda como sempre!

Besos e olés!

Sammia disse...

Ah sim: Linda canção obrigada. Fez me sorrir novamente de saudades de meu bem. :)

Sofia disse...

Obrigada Marta! Mas tu escreves muito bonito! Aquele parágrafo que te disse, no outro dia, é poesia pura! E como esse, há muitos!

beijinhos e bom fim-de-semana

Sofia disse...

Ana, minha querida! É uma sorte estares em Madrid, miúda! Apesar de ser curta a visita!

Mas olha que não foi só ternura, porque adoro o poema e porque a música (pergunta ao Pedro!) andava sempre na minha voz, até que saiu a narrativa, numa das minhas viagens de autocarro! (assim não há o risco de atropelar ninguém!)

Estamos aí em menos de um mês!

Beijinhos muitos e muitos, porque tu também és uma ternura.

Sofia disse...

Beijinhos Sammia, eu sei que gostas de fado! E fado é tantas vezes saudade!

beijinhos