quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

A bela adormecida

Um poema que diz muito das minhas manhãs do fim do ano... em que era só abrir os olhos para ver o mar. Mas também diz muito das minhas manhãs de fim-de-semana em que gosto de ficar a 'preguiçar'.

Pela manhã acorda-me
Não te esqueças de me abraçar
Completo
Sai com cuidado para não me acordar
Mas deixa o teu perfume aqui comigo
Para que possa sonhar contigo quando não estás
E assim ficas junto de mim
Abraçados
Algures.

Nota: encontrado aqui.

5 comentários:

miguel disse...

Poema de categoria...e é díficil fazê-los.A blogosfera reserva-nos momentos grandes. Mas a blogosfera começa a tornar-se parecida com o conhecimento...é impossível abarcá-los na sua totalidade...ficamos por migalhas, encontradas quase ao acaso.

marta disse...

vou-te buscar um do David Mourão-Ferreira que completa este bem, porque é ao fim da tarde.
espera só um bocadinho.
Já cheguei


Deixa ficar comigo a madrugada,
para que a luz do Sol me não constranja.
Numa taça de sombra estilhaçada,
deita sumo de lua e de laranja.

Arranja uma pianola, um disco, um posto,
onde eu ouça o estertor de uma gaivota...
Crepite, em derredor, o mar de Agosto...
E o outro cheiro, o teu, à minha volta!

Depois, podes partir. Só te aconselho
que acendas, para tudo ser perfeito,
à cabeceira a luz do teu joelho,
entre os lençóis o lume do teu peito...

Podes partir. De nada mais preciso
para a minha ilusão do Paraíso.

Sofia disse...

Miguel, nem imaginas como eu gosto de migalhas, são muitas vezes preciosas e a parte melhor dos bolos e bolachas... lá se vai navegando ao sabor do vento, ou descendo os algerozes e lá aportamos em maravilhas...

beijinhos

Marta, Olá!
Nem imaginas como eu gosto desse poema e as coisas felizes que em lembra! Até uma receita imagina... obrigada por o teres posto aqui! Muitos beijinhos

Huckleberry Friend disse...

Saudades da ilha onde 2008 nos apanhou? Olha que eu vejo o mar quase todas as manhãs, assim que abres os olhos azuis. Ainda que a custo, ainda que a contragosto, ainda que...

Sumo de laranja para o pequeno-almoço? De lua, se o poema do David for lido de noite. Um beijinho!

Sofia disse...

Pois os meus olhos são mesmo como o céu e o mar dessa ilha... acordam cinzentos, cheios de nevoeiro, mas aos poucos lá vão azulando, azulando... ajudados pelos raios loiros do meu cabelo!

;)

um beijo