segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Saudades...

Em memória de uma viagem a Trevélez...
Fotografia encontrada aqui.


A casa da saudade chama-se memória: é uma cabana pequenina a um canto do coração.
Henrique Maximiliano Coelho Neto - escritor brasileiro (1861-1934)

Oh Soledad, dime si algún día habrá
entre tú y el amor buena amistad.
Vuelve conmigo a dibujar las olas del mar,
dame tu mano una vez más.
(Oreja Ve van Gogh - Soledad)

2 comentários:

Huckleberry Friend disse...

Uma cabana pequenina ou uma casa de cal a trepar a encosta, como nessa Alpujarra al sur de Granada, que percorremos de lés a lés (e comprámos uma colcha lindaaaaaa), até o caminho começar a descer e a mostrar-nos as estufas de Almería.

Para trás tinham ficado Córdova e Granada, por esta ordem ;) Da primeira meto na cabana pequenina a mesquita-catedral, os becos floridos, as pontes, o quartinho na pousada-convento. De Granada, onde é impossível estacionar, o trem turístico com música irritante, a catedral cheia de gente, as lojas e as coisas giras que lá comprámos, a subida a pé de madrugada (subíamos nós e o sol) até à magnífica Alhambra, a descida do Albaycín, a almofada, o kebab.

Deixo de fora a medonha Almería e os seus miradouros mal frequentados, mas eis-me de volta ao Cabo de Gata, à sensação de dormir num hostal no fim do mundo, ao nascer do sol nas rochas pretas, a toda a cornija do Mediterrâneo feita a 160 à hora, a um mergulho numa praia anódina, ao salto que demos a Ronda, a Gibraltar com macacos agressivos, a Sevilha com amigos acolhedores.

Entrei assim contigo em 2007. Entrei pouco depois nos 28. Já em 2008, prestes a abraçar os 29, a cabana pequenina a um canto do meu coração está a abarrotar. De cada vez que abro a porta, cai-me em cima meia península Ibérica. Mas hei-de meter lá muitas coisas mais. Besitos, guapa!

Sofia disse...

Venham mais viagens pois,,, com comentários destes vale a pena!
beijinhos enormes