segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Amor é síntese

Sem mais palavras... para quê?

AMOR É SÍNTESE

Por favor, não me analise
Não fique procurando cada ponto fraco meu.
Se ninguém resiste a uma análise profunda,
Quanto mais eu...
Ciumento, exigente, inseguro, carente
Todo cheio de marcas que a vida deixou
Vejo em cada grito de exigência
Um pedido de carência, um pedido de amor.

Amor é síntese
É uma integração de dados
Não há que tirar nem pôr
Não me corte em fatias
Ninguém consegue abraçar um pedaço
Me envolva todo em seus braços
E eu serei o perfeito amor.
(Mário Quintana)

5 comentários:

Huckleberry Friend disse...

Lindo, reina! Obrigado por um poema destes numa tarde de trabalho... toma lá outro do Quintana para a troca, com um beijinho silencioso.

Das Utopias

Se as coisas são inatingíveis... ora!
não é motivo para não querê-las.
Que tristes os caminhos, se não fora
a mágica presença das estrelas!

JG disse...

Mário Quintana quando vivo não tinha a notoriedade que tem agora. Fama tardia, reconhecimento póstumo. Grande poeta e grande pensador felizmente recordado frequentemente nesta blogosfera.

Obrigado, por mim e por ele.
Bjj

M. disse...

fui espreitar o Quintana, mas quis deixar-vos o Peixoto.

Como um raio a rasgar a vida, como uma flor
a florir desmedida, como uma cidade secreta
a levantar-se do chão, como água, como pão

Como um instante único na vida, como uma flor
a florir desmedida, como uma pétala dessa flor
a levantar-se do chão, como água, como pão,

Assim nasceste no meu olhar, assim te vi,
flor a florir desmedida, instante único
a levantar-se do chão, a rasgar a vida,

Assim nasceste no meu olhar, assim te amei,
vida, água, pão, raio a rasgar uma cidade secreta
a levantar-se do chão, flor a florir desmedida

JOsé Luis Peixoto

Sofia disse...

Huck... mais uma vez não compliques!!! E para ti um beijinho repenicado!

JG isso acontece muitas vezes, enquanto vivos ninguém, depois de mortos todos andam com as suas poesias na boca! Estudei-o na faculdade e desde então não deixei de o ler e de o citar, tem coisas preciosas!

OLha quem aparece? Obrigadinha pelo contributo... bem bonito esse poema do Peixoto. Ai os instantes!?!

P.S. Pena a madrinha não andar por aqui que desta ela ia gostar

SF disse...

Adoro este... e todos do Quintana.
Bela escolha!
Beijinhos