quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Mini-narrativa (I)


Longa a noite de solidão, entrecruzada por cigarros apagados num cinzeiro azul.
Medo da doçura de um beijo que não chega ainda aos braços dos amantes, hoje dispersos...
- Amas-me?
- Quem? A ti?
- Não sei... a nós.
- ...
Quero-te inteiro em mim!, mas esta noite apenas resta o desejo, mais quente do que a vontade e a esperança de que chegues devagar, sem fazer barulho, para pentear os meus cabelos com teus dedos morenos, desenhar o meu corpo com as tuas mãos grandes e deitar-te a meu lado. Deixo a luz acesa, para o caso de te perderes... apaga-a quando entrares nos meus lençóis e acende a luz da paixão, que os nossos corpos faiscam ao se entrelaçar.

4 comentários:

madrinha disse...

Lindo, afilhada. Já te tinha dito isto? E o Rodin é uma moldura perfeita para esta confissão.
Beijinhos

Sofia disse...

Obrigada madrinha, já te tinha dito isto? O Rodin pus porque me lembrei de ti, que gostas muito... e eu também gosto!

beijinhos

Filipe Nery disse...

muito profundo!! sinceramente gostei!

Sofia disse...

Ainda bem! Obrigada!