terça-feira, 20 de maio de 2008

Embalada em ternura

Foi uma noite belíssima, num concerto a meia-luz. Apesar do som e da idade, cantámos para aquele sorriso que há muito nos enternece e com aquela voz que dá a mão a tantos momentos importantes na nossa vida! Ontem, deixámo-nos levar pela onda de lárararás que surgiam entre um público tímido, que apenas sorria. Foi uma noite de ternura, de aplausos e de recordações de tantas vezes, tantas, que o cantámos por aí! Acorda-se com o embalo de Le temps de vivre e com desejos que hoje fosse ontem, para que esta noite se vivesse outra vez. Agora que ele canta apenas na telefonia do carro, dando banda sonora ao dia chuvoso e de olhar triste, fica a esperança de que um dia volte ao palco e que quem ontem 'nadou' possa amanhã dançar a sua preferida: Bahia.




Nota: Com esta música, deixo a minha homenagem a Zélia Gattai(São Paulo, 2 de julho de 1916 — Salvador, 17 de maio de 2008), uma baiana por amor!

2 comentários:

Huckleberry Friend disse...

Sofia, há dias ensinaste-me esta frase de Zélia Gattai:

Continuo achando graça nas coisas, gostando cada vez mais das pessoas, curiosa sobre tudo, imune ao vinagre, às amarguras, aos rancores.

Zélia viveu 91 anos "achando graça nas coisas". Moustaki tem 74 e vê motivos para cantar. A Avó Lena, aos 84, pede que escolhamos um dos muitos modelos de botinhas de bebé do seu "catálogo" de bisavó babada... dou por mim a recordar "os meus velhos": avós, bisavós, tios-avós, amigos de avós. Os de raiz e os que a vida e tu me fizeram ganhar. Os que escrevem, compõem, cantam ou pintam para nosso deleite. Enquanto isso, por um cantinho qualquer da imaginação, espreitam os que um dia seremos... um beijo!

Sofia disse...

Tento sempre lembrar-me dessa frase!

Um que um dia seremos, logo veremos... mas fico à espera de ver aquele quadro que a tua imaginação já desenhou.

beijos