sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Bom fim-de-semana

"Es necesario abrir los ojos y notar que las cosas buenas están dentro de nosotros, dónde los sentimientos no necesitan de motivos ni los deseos necesitan alguna razón. El importante es aprovecharse la del momento y aprender su duración, porque la vida está en los ojos de quién sabe verlo."
Gabriel García Márquez

Sermão da sexta-feira

Questão é curiosa nesta Filosofia, qual seja mais precioso e de maiores quilates: se o primeiro amor, ou o segundo? Ao primeiro ninguém pode negar que é o primogénito do coração, o morgado dos afectos, a flor do desejo, e as primícias da vontade. Contudo, eu reconheço grandes vantagens no amor segundo. O primeiro é bisonho, o segundo é experimentado; o primeiro é aprendiz, o segundo é mestre: o primeiro pode ser ímpeto, o segundo não pode ser senão amor. Enfim, o segundo amor, porque é segundo, é confirmação e ratificação do primeiro, e por isso não simples amor, senão duplicado, e amor sobre amor. É verdade que o primeiro amor é o primogénito do coração; porém a vontade sempre livre não tem os seus bens vinculados. Seja o primeiro, mas não por isso o maior.

Padre António Vieira, in "Sermões"

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Soube-me a amar


Hoje saí para almoçar e não voltei. Desliguei o telemóvel, entrei no carro e pus-me a caminho do mar. Pelo caminho, abri as janelas de par em par e pus a Flauta Mágica a tocar, com o volume no máximo, para que a flauta calasse o burburinho da cidade.

Cheguei ao mar e nele reflectia o imenso sol brilhante. Desci à praia, descalça, como se querem os pés na areia, transformei as minhas calças cigarrilha nuns corsários e lancei-me à beira-mar.

Durante horas, percorri-a para um lado e para o outro, saltitando e fugindo da ondas de maré cheia. Perfeito momento de egoísmo, de encontro do eu com o eu, sem os barulhos do dia, os silêncios da noite e a agitação do pensamento. Só eu. Os pés frios foram ganhando o calor dos passos pequenos, enterrados na areia acabada de molhar e o pouco vento que fazia, foi sendo brisa musical. Ao fundo as rochas, os outros, os surfistas, o mundo... mas ali era só eu. E sabem a imensidão os passeios pelo mar, sabem a poesia e eternidade. E hoje, esta tarde... soube-me a amar.

Nas ondas da praia
Nas ondas do mar
Quero ser feliz
Quero me afogar.

Nas ondas da praia
Quem vem me beijar?
Quero a estrela-d'alva
Rainha do mar.

Quero ser feliz
Nas ondas do mar
Quero esquecer tudo
Quero descansar.
(Manuel Bandeira
)

Cantinho da biblioteca (III)


"Podes dizer-me, por favor, que caminho devo seguir para sair daqui?
-Isso depende muito de para onde queres ir - respondeu o gato.
-Preocupa-me pouco aonde ir - disse Alice.
-Nesse caso, pouco importa o caminho que sigas - replicou o gato."

Lewis Carroll , in Alice no País das Maravilhas
(encontrado
aqui)

Prémio


Recebi o prémio da Mateso do blogue aArtmus.
Obrigada.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Castanhos-leão?

Fecho os olhos e vejo os teus, castanhos de amêndoa. Lá dentro um sorriso. E é nesse alento que me deito vendo-os brilhar num improviso de paixão.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Devo-te um sorriso

Ofereçeram-me uma música e pediram-me um sorriso.
Eu ofereço um poema, uma música e a promessa de muitos sorrisos para breve.



O Sorriso
Creio que foi o sorriso,
sorriso foi quem abriu a porta.
Era um sorriso com muita luz
lá dentro, apetecia
entrar nele, tirar a roupa, ficar
nu dentro daquele sorriso.
Correr, navegar, morrer naquele sorriso.

(Eugénio de Andrade)

E sempre que ela canta... eu fico a cantá-la...



Molti mari e fiumi
attraversero
dentro la tua terra
mi ritroverai
turbini e tempeste
io cavalchero
volero tra il fulmini
per averti

Meravigliosa creatura sei sola al mondo
meravigliosa creatura paura di averti accanto
occhi di sole mi bruciano in mezzo al cuore
amore e vita meravigliosa

Luce dei miei occhi
brilla su di me
voglio mille lune
per accarezzarti
pendo dai tuoi sogni
veglio su di te
non svegliarti
non svegliarti
non svegliarti....ancora

Meravigliosa creatura
sei sola al mondo
meravigliosa paura d'averti accanto
occhi di sole mi tremano le parole
amore e vita meravigliosa

Meravigliosa creatura un bacio lento
meravigliosa paura d'averti accanto
all'improvviso tu scendi nel paradiso
muoio d'amore meraviglioso

Meravigliosa creatura
Meravigliosa
occhi di sole mi bruciano in mezzo al cuore
amore e vita meravigliosa

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Insignificãncias

Pede-me a Ana da Porta do Vento que diga '6 insignificâncias' sobre a mim. Confesso que a tarefa é um pouco difícil, por ter de escolher só seis (não sou batoteira como ela!) e porque é também um desafio revelador... digamos que são as minhas taras e manias!!!
1 - Não ponho açúcar no café, no chá, no leite, no galão mas mexo sempre com uma colher... manias.
2 - Posso passar horas quieta a ver o mar, ou deitada na areia a ouvi-lo. Às vezes tenho a sensação que sou capaz de não pensar em nada. Esta é mesmo a minha melhor terapia para a alma. O mesmo se passa com o pôr-do-sol, que se reinventa a cada dia, em cada sítio.
3 - Tenho alguns pesadelos e falo durante a noite, respondendo a tudo aquilo que me perguntam. Quando quiserem saber os meus segredos, já sabem, sou sincera! Mas, às vezes, quando custa mesmo muito para voltar a adormecer, toco uma das caixinhas de música que me deu a Madrinha e acalmo.
4 - Gosto de ler a última página dos livros antes do fim (às vezes contenho-me!) e de reler o último capítulo muitas vezes, quando o final é triste... sempre na esperança de que o fim se altere como por magia. Ainda não me aconteceu! Os jornais esses leio sempre do fim para o príncipio, mania que sempre critiquei na minha mãe. Quando leio uma coisa de que gosto, costumo escrevê-la num caderninho... já tenho tantos... E às vezes passo horas a ler essas memórias.
5 - Gosto de cozinhar, mas sou a maior aldrabona no que toca a medidas, ingredientes e receitas, mas saio-me quase sempre bem. Gosto de cozinhar tudo, de inovar e há dias em que acordo com desejos de ser chefe de uma cozinha! Mas acho que ficaria obesa!
6 - Só duas coisas me fazem levantar da cama a meio da noite - uma fome incontrolável (omelete doce, travesseiros, torradas com manteiga e açúcar) e desejos de ler um poema que me paira na cabeça. O poema é mais saudável!
Passo o desafio à Mad., à Cleo e ao Imperador, à SF, à Sammia e ao Bruno.

Expiação

Este Sábado, estive em casa a ver o filme Expiação, em frente à lareira - um luxo. Já tinha lido o livro, uma delícia.
Ao filme faltam-lhe as entranhas das personagens que Ian McEwan tão bem sabe desvelar, num vocabulário primoroso. Há o desenhar da elegância das personagens, uma fotografia nítida que oscila entre a luz e a sombra, como as próprias personagens. O ponto alto do filme, a cena de Byron no fim da sua vida (Vanessa Redgrave), num monólogo formidável, onde se revela a verdadeira história, a maturidade de assumir um erro eterno. A sensação de que nem sempre é possível voltar atrás, nem sempre se pode emendar aquilo que se faz. A nítida consciência de um 'realismo insuportável' de que fala o autor, onde se confrontam o amor, a culpa e o perdão e a necessidade que temos de tentar reescrever a realidade para podermos estar em paz.

Recebeu um único Óscar, o merecido, pela banda sonora, a cargo do italiano Dario Marianelli.

Micronarrativa (VIII)


O Beijo, de Constantin Brancusi, em 1910


É em ti que penso quando chega a hora de sonhar e acabo por sonhar connosco. Lembro com a inspiração por entre suspiros, o toque do teu cabelo macio que quando deslizava a meu lado, fazia arrepios. É a tua pele morena que se estrelaça entre os meus sonhos de marés vivas, e os teus olhos azuis que me iluminam o caminho do sonho. Vem ter comigo, mesmo que seja só em pensamento. Abraça-te a mim. Senta-me a teu colo e deixa-nos ser madrugada.

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Aos meus amigos



A principio é simples, anda-se sozinho
passa-se nas ruas bem devagarinho
está-se bem no silêncio e no borborinho
bebe-se as certezas num copo de vinho

e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida

Pouco a pouco o passo faz-se vagabundo
dá-se a volta ao medo, dá-se a volta ao mundo
diz-se do passado, que está moribundo
bebe-se o alento num copo sem fundo

e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida

E é então que amigos nos oferecem leito
entra-se cansado e sai-se refeito
luta-se por tudo o que se leva a peito
bebe-se, come-se e alguém nos diz: bom proveito

e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida

Depois vêm cansaços e o corpo fraqueja
olha-se para dentro e já pouco sobeja
pede-se o descanso, por curto que seja
apagam-se dúvidas num mar de cerveja

e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida

Enfim duma escolha faz-se um desafio
enfrenta-se a vida de fio a pavio
navega-se sem mar, sem vela ou navio
bebe-se a coragem até dum copo vazio
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida

E entretanto o tempo fez cinza da brasa
e outra maré cheia virá da maré vazia
nasce um novo dia e no braço outra asa
brinda-se aos amores com o vinho da casa
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida

Voos da terra e do mar...

Dizias-me que voltaste ao surf porque tinhas saudades de voar nas ondas. E eu, que tenho medo desses voos, fui ver os teus. Ainda me tentaste levar contigo, mas eu preferi ficar a voar ao vento, no cimo da rocha, que em tempos me pareceu demasiado alta. Fui ver-te ao mar que desde sempre me abraçou e que a ti não te abraçava há muito. Tens saudades, não tens?

Sentei na rocha, de cabelo solto e de braço dado com os joelhos, oscilando entre um perder-te e reencontrar-te nas ondas do mar. Dizias-me adeus, entre duas ondas enroladas de um branco-luz. Sei que sorrias, apesar de não ver o teu sorriso, mas imaginava-o. Onda após onda, adivinhava o teu deslizar, a tua dança, para cá e para lá que terminava num deixares-te cair depois de uma onda acabada de desenrolar...

Outras vezes, quem me perdia era eu, por entre pensamentos que nem lembro quais de tão perdida que estava. Foi num desses meus voos de olhar perdido no horizonte, que me apanhaste, quando chegaste num abraço molhado e frio, de um mar que nem num voo aquece. Mas afinal, que quente me soube o teu abraço!

Agora via-te sorrir com uns lábios carnudos por entre a barba escura, salpicada de gotas de sal luzidio. Eu devolvia o sorriso, enquanto aterrava ao teu lado, num regresso à rocha e à terra.


- Voaste muito? - perguntei no sorriso.

- Menos do que hei-de voar contigo!

sábado, 23 de fevereiro de 2008

O que fica do que não ficou

Mas como é que eu não me apercebi que a Mayra também vai a Lisboa amanhã? Agora já está esgotado...



Fica para a próxima...

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Bom fim-de-semana...


Sei apenas que vou. Ainda não sei para onde, com quem, nem quando. Sei apenas que vou.
Caminho por dentro
de ruas que o rio
deixa cor de vento
na maré vazia.
(in Ruas Anfíbias de David Mourão-ferreira)


Bom fim-de-semana.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Coisas que me dizem...


A vantagem de perder tudo, é que o medo é a primeira coisa que se perde.

Pedaço-sorriso



As ondas quebravam uma a uma
Eu estava só com a areia e com a espuma
Do mar que cantava só para mim.

(Sophia de Mello Breyner Andresen)



Olho o mar, enfim quieto e calmo, e sinto o doce balançar da maresia. Ondas que vêm e vão, como ciclos, num eterno retorno ao renascer. Como ele, renasce a alma, enfim quieta e calma, num doce apaixonar pelos pedaços-sorrisos da vida.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

A pedido de uma família...


Há um abraço que nos enlaça e dançamos juntos, com os nossos olhos enredados no primeiro olhar da paixão.



Meus lindos olhos, qual pequeno deus
Pois são divinos, de tão belos os teus.
Quem, tos pintou com tal feição
Jamais neles sonhou criar tanta imensidão.

De oiro celeste,
Filhos de uma chama agreste
Astros que alto o céu revestem
E onde a tua história é escrita.

Meus lindos olhos, de lua cheia
Um esquecido do outro, a brilhar p´rá rua inteira.
Quem não conhece o teu triste fado
Não desvenda em teu riso um chorar tão magoado.

Perdões perdidos
Num murmúrio desolado
Quando o réu morava ao lado
Mais cruel não pode ser.

Este fado que aqui canto
Inspirou-se só em ti
Tu que nasces e renasces
Sempre que algo morre em ti
Quem me dera poder cantar
Horas, dias, tão sem fim
Quando pedes só pra mim
Por favor só mais um fado.


Nota: À M. que vai chorar a ouvir isto!

Só mais um fado...

Pode até ser
um dia sem sol e a noite sem lua
mas Lisboa sem o Tejo fica nua.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Passeio musical por Lisboa

Não gosto da chuva que cai irregular nestes dias de céu cinzento. Não uso guarda-chuva e corro por entre os passeios escorregadios, atravesso as avenidas num corropio de uma agitação citadina. Gosto mais de passear alumiada pelo sol da Primavera ou de mãos dadas com as folhas que caem no Outono. A chuva só ao fim-de-semana, nas tardes de lareira. Por isso, hoje, da minha janela vejo chover, vejo o mundo atarantado a fugir dela, enquanto eu vou passeando por Lisboa na voz de Ana Moura.


segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Sabe bem...

Um presente da Martinha - recordando os fins do dia, no lado quente da saudade.
Obrigada por esta música, por esta letra e pelas palavras do teu e-mail, recordações das longas cartas do liceu - porque sabe bem...




Sabe bem voltar-te a ver
Sabe bem quando estás ao meu lado
Quando o tempo me esvazia
Sabe bem o teu abraço fechado

E tudo o que me dás quando és
Guarida junto à tempestade
Os rumos para caminhar
No lado quente da saudade

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Poema de embrulho

Um autocolante num embrulho de um presente muito especial que recebi...

Dizem?
Esquecem.
Não dizem?
Disseram.

Fazem?
Fatal.
Não fazem?
Igual.

Porquê
Esperar?
– Tudo é
Sonhar.


Fernando Pessoa

Prémios


Prémio recebido pelo Páginas da Nossa Vida, da Cleo e do JC.
Obrigada!!!
E um muito especial obrigada à Cleo, pelos gestos de amizade.

YOU MAKE MY DAY/MUITO BOM

Este foi o prémio que o Claras em Castelo deu ao Cais. Marta, muito obrigada.
Nota: A escolha de dezassete blogues é dificil, por isso aceitem o prémio os blogues nos quais comento.

sábado, 16 de fevereiro de 2008

Micronarrativa (VII)


Éramos manhã e éramos nós.

Na ponta da ponte junto ao rio, onde o barco nos esperava.


Na outra margem, o ontem a que haviamos de regressar e o pesadelo de sentir sobre nós esse fim.

Éramos manhã e éramos nós mas, para lá da margem de aqui, seremos eu e tu, num mundo onde os nossos pedaços não se poderão entrelaçar.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Bom fim-de-semana...

Prometeram levar-me aqui amanhã...


E amanhã não seremos o que fomos, nem o que somos.
(in Metamorfose de Ovídio)

Deixa-me ler que eu deixo-te dormir

Obrigada à mana Ana que me mandou este vídeo para alegrar a minha manhã e para me fazer deambular nas memórias felizes da nossa Rua Sésamo. Porque ela sabe que eu gosto de ler sossegada e muitas foram as vezes em que não me deu essa paz, saltitando ao meu lado. Estás perdoada sempre que fizeste de Egas e eu de Becas!



Nota: Para ti, minha querida, deixo este, de quando eu fazia de Egas e tu de Becas, não te deixando dormir.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Se eu voar...

Porque hoje estou com desejos de voar e não voltar; de levitar, subir a palmo e meio da beira-mar e ficar por ali.

Que é voar?
É só subir no ar,
levantar da terra o corpo,os pés?
Isso é que é voar?
Não.

Voar é libertar-me,
é parar no espaço inconsistente
é ser livre,leve,independente
é ter a alma separada de toda a existência
é não viver senão em não-vivência

E isso é voar?

Não.

Voar é humano
é transitório , momentâneo...

Aquele que voa tem de poisar em algum lugar:
isso é partir
e não voltar.


Ana Hatherly

Nota: poema roubado do Zoo Bizarro, um blogue que me dá sempre os bons dias. Obrigada JG.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

59 segundos de recordações...

Para a prima Clarinha... Não estivemos juntos por milhões anos, mas vamos estar por mais milhões. Sha la la la.




I bet we been together for a million years,
And I bet we'll be together for a million more.

Oh, It's like I started breathing on the night we kissed,
And I can't remember what I ever did before.

What would we do baby, Without Us?
What would we do baby, Without Us?

And there ain't no nothing we can't love each other through.

What would we do baby, Without Us?

Sha la la la.

Não fique triste assim...

- Não, não é de ti, mas de mim. Nos dias em que me sorris e abraças, me apertas fundo e me guardas no corpo, é como se cantasses para mim. Nos dias em que acordo triste, sem forças, são as tuas que me carregam e me põe no ar, a pairar. Fico ali horas sem fim, esperando que voltes para me buscar, para me levar de novo aos braços onde quero dormir. Já passou mais um dia.




Sente o céu, repara o mar
Há muito mais pra eu te mostrar
Não chore não, não fique triste assim

Eu te amo tanto que teu pranto
Fez-se canto pra mim
Sorria por favor, tenha esperança

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

O que é um miminho?


Há uns tempos, perguntava a um dos meus pequenos-príncipes o que era um miminho. Ele respondeu:

- Miminho? É dar beijinhos apertados, abracinhos sem magoar, dar a mão, fazer olhinhos, sorrisos, fazer massagens… ser um anjinho... Ah, e dar festinhas na barriga!


Nota: Dedicado à Cleo. Que merece muitas festinhas na barriga, massagens nas costas e um anjo da guarda para cuidar da sua diabinha!