sexta-feira, 4 de janeiro de 2008
Suddenly I See...
Há poucas coisas que me conseguem pôr bem disposta pela manhã! Além de um pequeno-almoço na cama, com torradas cheias de doce ou manteiga com açúcar, sumo de laranja acabada de espremer e café, acho que só uma boa música me arranca um sorriso e um suspiro de boa disposição. Às vezes, a música só aparece à porta de casa, dentro dos meus ouvidos, a caminho do metro, no meu precioso mp3.
E lá vou eu, quase agente disfarçada, de sobretudo preto, óculos escuros e faces geladas enfiadas num cachecol. E lá vou eu, e só eu, a cantarolar aquelas poesias do meu gadget, passeio fora! Ultimamente, Suddenly I see, condiz com as minhas manhãs. Ao ouvi-la, quase me sinto personagem principal do videoclip! É tão bom ficar bem disposta pela manhã... E quando dou por mim, lá estou eu a sorrir pela rua e a cantarolar...
Para os mal humorados matinais: experimentem!
quinta-feira, 3 de janeiro de 2008
No quites nunca esa canción...

De regresso às espanholadas, e aos Mecano de quem tanto gosto...
Porque não gosto que desliguem o rádio quando estou a ouvir aquela canção, porque não gosto quando acaba a bateria do mp3, porque não gosto que 'me quiten ninguna canción'!
Hay un disco que me excita
habla de una relación
el amor entre un hombre
y una máquina vapor.
Siempre lo estoy escuchando
es mi única canción
si alguien entra a cambiarlo
lo echo de mi habitación.
No, no, no, no quites nunca esa canción
no, no, no, no seas antiguo y déjate llevar
todo es posible en el amor.
Nota: Miguel, esta dava um belo cantinho do piroso...
quarta-feira, 2 de janeiro de 2008
A bela adormecida
Um poema que diz muito das minhas manhãs do fim do ano... em que era só abrir os olhos para ver o mar. Mas também diz muito das minhas manhãs de fim-de-semana em que gosto de ficar a 'preguiçar'. Pela manhã acorda-me
Não te esqueças de me abraçar
Completo
Sai com cuidado para não me acordar
Mas deixa o teu perfume aqui comigo
Para que possa sonhar contigo quando não estás
E assim ficas junto de mim
Abraçados
Algures.
Não te esqueças de me abraçar
Completo
Sai com cuidado para não me acordar
Mas deixa o teu perfume aqui comigo
Para que possa sonhar contigo quando não estás
E assim ficas junto de mim
Abraçados
Algures.
Nota: encontrado aqui.
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Micro-narrativa (III)

A nossa casa, Amor, a nossa casa!, é um poema de Florbela Espanca que tem servido de mote a muitas conversas e a alguns poemas. Hoje, dá início a uma Micro-Narrativa que foi comentário aqui.
A nossa casa, Amor, pode ser numa árvore, pode ser à beira-mar, pode ser num barco em alto mar. Mas a morada do Amor é sempre um coração apaixonado! É o teu dentro que só eu conheço, é o suspiro do desejo que desenha os alicerces e cria raíz. A nossa casa, Amor, é feita dos braços e dos abraços dos nossos corpos, entrelaçados em telhado, protegendo das intempéries que possam vir. Abraça mais, para a chuva não entrar; abraça mais, para o vento não deitar nada abaixo! A nossa casa, Amor, somos nós, construída pelas chamas do Amor entre dois sopros do respirar.
domingo, 30 de dezembro de 2007
Desejos de Ano Novo do Chico
A minha nega me pediu um vestido
Novo e colorido
Pra comemorar
Eu disse:
Finja que não está descalça
Dance alguma valsa
Quero ser seu par
(...)
E quem for cego veja de repente
Todo o azul da vida
Quem estiver doente
Saia na corrida
Quem tiver presente
Traga o mais vistoso
Quem tiver juízo
Fique bem ditoso
Quem tiver sorriso
Fique lá na frente
Pois vendo valente
E tão leal seu povo
O rei fica contente
Porque é Ano Novo
Que o ano 2007 acabe em beleza e o de 2008 comece em alegria ainda maior... também com estes olhos a cantar para nós, não é difícil.
Nota: prometo responder aos comentários mal volte a Lisboa, mas obrigda a todos.
sexta-feira, 28 de dezembro de 2007
A mala para o fim de ano

De todos os cantos do mundo
Amo com um amor mais forte
E mais profundo
Aquela praia extasiada e nua
Onde me uni ao mar,ao vento e à lua
(Sophia de Mello Breyner Andresen)
Amanhã por estas horas já estarei na minha praia, a ver o meu mar da varanda virada ao vento. Ainda não fiz as malas, mas sei tudo aquilo que tenho de levar para gastar os últimos cartuchos de 2007 e receber com alegria e muito champanhe o 2008.
Os patins em linha para estrear e, quem sabe, começar o ano com o pé direito; as camisolas de gola alta, muitas, para vestir todas de uma vez, os cachecóis mais compridos e mais quentinhos que nunca uso, para enrolar ao pescoço, as mantinhas todas que andam espalhadas pela minha casa, à espera que eu as apanhe para me aninhar em qualquer cantinho a dormir ou a ler, os sacos de água quente (as minhas meninas, como lhes chamo!), a almofada com buracos para os pés para que estejam sempre quentinhos, as meias até ao joelho e os pés de meia, os gorros que levei a Londres e nunca mais usei, os casacos quentinhos e as luvas, os aquecedores, a chaleira eléctrica e muitas saquetas de chá para nos aquecermos, as minhas caixinhas de música para me embalarem, o mp3 para poder ouvir, cantar e dançar e o monte de livros que está na minha cabeceira, para ver se os leio de uma vez.
Acho que vai ser assim quentinho o meu fim de ano, na minha praia, no meu mar, com os meus amigos e com os meus olhos verdes preferidos. Ouvi dizer que por lá o sol tem andado muito simpático, mas não quero acreditar nessas histórias... eu quero o frio e o Inverno, para poder ficar aninhada num colo, dar abraços quentinhos e receber beijinhos doces.
BOM ANO DE 2008 CHEIO DE SAÚDE, SONHOS, AMOR, PAIXÃO, POESIA, MÚSICA, DANÇA E MUITA VIDA...
Fim de tarde no Ginjal
Cacilhas - Ginjal (foto de António Melenas)Ao fim da tarde, do outro lado do Tejo, a cidade de Lisboa vai-se desenhando em sombras e pontos de luz amarelos e encarnados, como um lençol que se abre e se estende à beira-rio. Vai crescendo em pontilhado e nós, ali sentados, a ver o dia desaparecer, adivinhando nas sombras os lugares do lado de lá. O céu alaranjado que nos rodeia vai ficando mais escuro até nascerem no céu as estrelas do Inverno. Devagar, o dia vai dormir e nós com ele deixamo-nos ficar sentados, envoltos na ternura do fim do dia e do ano. Sem pressas, o mundo vai passando como as águas do rio em maré cheia, por entre as ondas onde poisam dois cacilheiros iluminados.
quinta-feira, 27 de dezembro de 2007
Receita de Ano Novo

Porque este ano está quase a acabar e estamos uma época em que geralmente fazemos o balanço do ano que passou e começamos a desenhar os sonhos do que há-de vir, deixo-vos com a Receita de ano novo, de Carlos Drummond de Andrade.
Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)
Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.
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POESIA
Foi Natal na nossa casa...
Gosto do Natal. Do espírito, de estar com toda a família e com os amigos que já são família, das iguarias, de desembrulhar presentes… mas do que gosto mais é da magia que o envolve e que o ilumina. São os pequenos pozinhos de perlimpipim que sobrevoam estes dias e estas noites coloridas e tão quentinhas.Na véspera de Natal, continuo a acordar com a mesma ansiedade de antes, mas a correria das vésperas é cada vez maior. O que significa que a espera é menor!
No primeiro Natal na nossa casa, olho para a minha árvore e sorrio, orgulhosa. Vejo os presépios de que tanto gosto, sei porque comprei cada um deles e são todos muito especiais. Os presentes, debaixo do abeto, vão crescendo e a vontade de os abanar e apalpar é imensa. Não sei que juízo me passou este ano pela cabeça para não o fazer. Consegui conter a curiosidade que só iria ser desfeita a 25, no chão, de sorriso aberto e cheia de borboletas e sonhos na barriga.
Este ano o Pai Natal veio muitas vezes! De há uns anos para cá é quase sempre assim. Começou a 16, em casa da Tia, onde as crianças ainda somos nós e onde pude recordar com muita saudade os Natais em casa do meu avô. Depois continuou a 23, num fim de tarde com a Madrinha. Um presente especial, num embrulho azul… uma ansiedade enorme para ver o que era… e quase chorei quando desembrulhei e vi - uma caixinha de música. Depois, foi esperar por todos os sítios onde parámos no Natal e nos sentámos à chinês, debaixo das árvores, a abrir os presentes. A praticar essa arte de desembrulhar, sem rasgar, contendo o entusiasmo para saber o que é. Acho que nesta arte ainda sou uma criança…
O Pai Natal foi generoso e, melhor do que tudo, dever ter lido a minha carta, mas também os meus sonhos. Pois os meus maiores desejos apareceram bem embrulhados e foram abertos com sorrisos e com beijinhos por baixo de azevinho. Também gosto de dar, gosto de escolher, mas também de fazer presentes, de os embrulhar e de enfeitar com laços e fitas, etiquetas e mensagens especiais. Gosto de ver os outros sorrir quando recebem os meus presentes. De dar doces aos gulosos, de escolher os livros pelos títulos, de dar aquilo que muito se deseja, de surpreender, de dar mantinhas à minha avó…
Nestes dias, gosto de passear de casa em casa, de sentar de mesa em mesa, de provar os sonhos de todos, de comer muitas rabanadas e coscorões, de pedir que me cortem o peru, de voltar à mesa, no fim da noite, e ficar a comer só por gula, gosto de ver os meus primos a desembrulhar os presentes e de saber que agora o Natal é mais deles do que meu. De deitar a cabeça no colo de alguém, de sentar à lareira, no banquinho de casa da Avó, e de relembrar quando o Natal era nosso e como foi sempre bom. De ir a casa dos meus pais na manhã de 25, para abrir com eles os presentes e de ver a cara da minha irmã sorrir, apesar de ser a senhora Scrooge do nosso Natal. De chegar e ver a porta da sala fechada, como o meu avô fazia, porque o Pai Natal podia ainda estar por ali, e de recordar as vezes que ele espreitava e dizia que não estava lá nada, mas estava sempre. De rir à gargalhada com essas cumplicidades e perdermo-nos em recordações tão felizes.
De passar a tarde a passear por aqui e por ali, de ir ter com os miúdos e brincar com as coisas novas. De estar em minha casa um bocadinho mais e saber que ali é Natal. Foi Natal na nossa casa, o primeiro… Agora é esperar pelo Ano Novo.
terça-feira, 25 de dezembro de 2007
Cais das Codornizes (VII)
A todos um Bom Natal, com a música When a child is born, cantada por Charles Aznavour, Plácido Domingo, Sissel Kyrkjebo e Josep Carreras, no codornizes, e pelo Saint Philips Boys Choir, no Cais.
sábado, 22 de dezembro de 2007
Cais das codornizes (VI)
Agora que a meia noite se vai aproximando, os desejos de Natal vão ficando mais claros. Por isso, esta noite canta-se All I want for Christmas is you. O meu cais escolheu a versão original de Mariah Carey. No codornizes ouve-se a do filme Love actually, cantada por Olivia Olson, que tinha então 11 anos.
'Cause I just want you here tonight
Holding on to me so tight
What more can I do
Baby all I want for Christmas is you
sexta-feira, 21 de dezembro de 2007
Carta ao Pai Natal...
Carta ao Senhor Gordinho e com barbas brancas e traje encarnado, com cinto e botas pretas...
Nota: Dedico esta entrada à M.A., tentando mais uma vez que ela acredite no Pai Natal!
Este ano não fiz muitas asneiras, por isso gostava de receber uma caixinha de sonhos como esta. Se calhar já venho tarde, mas, como te peço sempre o mesmo, pode ser que seja desta.
Um beijinho enorme e lá nos encontramos na chaminé, na noite de vinte e quatro. Desta vez, espero que venhas mais cedo, para que te possa ver.
Nota: Dedico esta entrada à M.A., tentando mais uma vez que ela acredite no Pai Natal!
segunda-feira, 17 de dezembro de 2007
Homenagem em vida
A propósito de uma entrada do sem-se-ver, relembrando o facto de só darmos importância a alguns quando morrem, ou quando ganham prémios, sendo que é nessas alturas que os lemos mais, que os citamos mais. Muitas das vezes já vamos tarde, não sabendo dar-lhes em vida o reconhecimento que merecem. Assim, lembrei-me de uma coisa que estou há muito para pôr aqui - uma homenagem, em vida, a António Ramos Rosa. Um poeta que me é especial, por ter o privilégio de o conhecer pessoalmente, de ter privado com ele, no lar de artistas onde está. Mas mais especial do que isso, o poder ter sabido dos seus poemas logo no dia em que os escrevia e reconhecer a sua calma, na beleza da sua poesia. Por isso aqui fica a minha homenagem e o meu sorriso de que tanto gosta, porque não esquecerei um poema que me dedicou. Mas hoje, deixo aqui um poema que dedicou aos alunos da Professora Raquel Andrade, que o souberam ouvir, atentos, como nunca ninguém nos fez estar.Se eu não conhecesse o amor nem a inocência
nem a maravilhosa juventude
se eu não reconhecesse o rosto da vida
se eu fosse opaco
se eu estivesse empedernido
se eu não confiasse em nada
se eu fosse incapaz de u,m gesto de ternura
se tivesse perdido a inteligência da dança
e o meu saber não tivesse a sabedoria do saber
e do sangue
se eu tivesse perdido o dom da atenção ao ardor obscuro
da vida animada pelo desejo
eu teria renascido quando vos vi
eu teria respirado a pureza dos vossos rostos~eu teria renascido
eu teria entrado no adorável país
da juventude do sol.
(27 de Fevereiro de 2002)
sexta-feira, 14 de dezembro de 2007
Micro-narrativa (II)
Quem me dera ser onda, enrolar-me na areia, soltar-me do ar e morrer para renascer a cada instante. Ser sempre nova e renovada, feita de matéria outra a cada instante e ter cada gota de água por amante. Ser feroz nos dias cinzentos, soltar as amarras e lançar-me contra as rochas, para me dividir e multiplicar. Ser pairar nos dias felizes, quando o azul do céu é azul em mim.
quinta-feira, 13 de dezembro de 2007
Este ano o Pai Natal sou eu...

Podemos não ter a barriga, a barba, o gorro e o traje encarnado, mas este ano desafio-te a seres Pai Natal por um dia, aceitas?
quarta-feira, 12 de dezembro de 2007
Abraçamar
- Deixa-te cair no meu regaço,
envolta-te no meu abraço
e fica aqui.
Fala baixinho, chora baixinho, que eu canto uma canção de embalar...
Fecha os olhos azuis.
Quando acordares do nosso abraço, o mal já passou...
Esconde aqui o teu rosto, dentro do meu ombro e deixa-te adormecer...
O mundo segue lá fora, do ombro, do abraço...
Dá-me um braço, depois o outro... Não tenhas medo...
Tudo passa com um abraço...
NOTA: À J., por causa de um abraço!
terça-feira, 11 de dezembro de 2007
Cumplicidades... e um presente!
A música tem o poder de saber dizer aquilo que às vezes nos custa, ou aquilo que não somos capazes de dizer. Gosto de roubar pequenos versos, pequenos pedaços de muitas delas e cantá-las em momentos oportunos! Assim, algumas músicas vão aos poucos sendo 'nossas'... e minhas, já tenho tantas... Hoje, em duas delas, descobri esta cumplicidade:
Mi escondite, mi clave de sol, mi reloj de pulsera,
una lámpara de Alí Babá dentro de una chistera,
no sabía que la primavera duraba un segundo,
yo quería escribir la canción más hermosa del mundo.
(...)
Nunca pude cantar de un tirón
la canción de las babas del mar, del relámpago en vena,
de las lágrimas para llorar cuando valga la pena,
de la página encinta en el vientre de un bloc trotamundos,
de la gota de tinta en el himno de los iracundos.
Yo quería escribir la canción más hermosa del mundo.
(Joaquín Sabina)
Te voy a escribir la canción más bonita del mundo,
voy a capturar nuestra historia en tan solo un segundo.
Y un día verás que este loco de poco se olvida,
por mucho que pasen los años de largo en su vida.
(Oreja de Van Gogh)
segunda-feira, 10 de dezembro de 2007
Um embrulho
Que venha o cheiro ao pó das amêndoas acabadas de partir e o das nozes ainda por secar; que venha o das vinhas que é doce e o da erva fresca dos prados. Que venha o fumo dos fumeiros e o sabor acre dos queijos. Que venha o zimbro, o sal, o mel e o azeite. Que venham figos, pães, chás, biscoitos de todo o jeito. Que venham e que matem a saudade e saciem a vontade desses sabores e ofícios de outrora...O dizer num embrulho de um presente de que muito gostei. Obrigada, Paula e Miguel, não podiam ter escolhido melhor! Já provei a marmelada e os biscoitos, hoje talvez adormeça com um chá de lúcia lima com perpétua roxa. Como agradecimento, aqui vai uma das pirosas para o Miguel cantar à sua niña...
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pero no dejes
de ser la niña
que abraza
todo lo que hay en si,
pero no dejes de ver el mundo
como un espacio por compartir
Nota: Ana, vou bater o teu recorde de pôr Pedro Guerra no blogue.
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domingo, 9 de dezembro de 2007
Falavam-me de amor
Quando um ramo de doze badaladasse espalhava nos móveis e tu vinhas
solstício de mel pelas escadas
de um sentimento com nozes e com pinhas,
menino eras de lenha e crepitavas
porque do fogo o nome antigo tinhas
e em sua eternidade colocavas
o que a infância pedia às andorinhas.
Depois nas folhas secas te envolvias
de trezentos e muitos lerdos dias
e eras um sol na sombra flagelado.
O fel que por nós bebes te liberta
e no manso natal que te conserta
só tu ficaste a ti acostumado.
(Natália Correia, in O Dilúvio e a Pomba)
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sábado, 8 de dezembro de 2007
This is my message to you
Para me consolar quando não consegui fazer as azevias, apesar de ter dado uma bela compota de batata-doce... e porque a voz é da minha irmã Ana e adoro ouvi-la cantar... Qual é que é a tua mensagem para mim?
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... saying, this is my message to you: don´t worry about a thing cause every little thing is gonna be alright ...
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Have yourself a merry little Christmas by Melua
Era para ser um dia destes, mas passa a ser hoje, como prometi no sem-se-ver:
Nota: Esta melodia faz parte da banda sonora da minha manhã nas artes da culinária. Ainda a tentar fazer azevias de batata-doce.
P.S. : Ana, esta é para ti, porque sei que gostas da Melua e mereces uma musiquinha de Natal! Guardo uma azevia para ti.... um beijinho.
Experiência culinária
Cais solidário
A Ajuda de berço, que acolhe crianças dos 0 aos 3 anos, necessita da nossa ajuda. É um site que vive da publicidade que faz e são as empresas que o patrocinam que ajudam esta associação.Basta visitar o site, o que demora menos de um segundo e clicar no botão "UM COLO PARA CADA CRIANÇA", clique aqui.
sexta-feira, 7 de dezembro de 2007
If you... I would...
Porque era o que estava a dar no Claras em Castelo e era mesmo o que me apetecia ouvir... A voz de Katie Melua é encantadora e este vídeo é maravilhoso.
If you're a cowboy I would trail you,
If you're a piece of wood I'd nail you to the floor.
If you're a sailboat I would sail you to the shore.
If you're a river I would swim you,If you're a house
I would live in you all my days.
If you're a preacher I'd begin to change my ways.
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quinta-feira, 6 de dezembro de 2007
Poemas de Natal (I)
NATAL À BEIRA-RIOÉ o braço do abeto a bater na vidraça?
E o ponteiro pequeno a caminho da meta!
Cala-te, vento velho! É o Natal que passa,
A trazer-me da água a infância ressurrecta.
Da casa onde nasci via-se perto o rio.
Tão novos os meus Pais, tão novos no passado!
E o Menino nascia a bordo de um navio
Que ficava, no cais, à noite iluminado...
Ó noite de Natal, que travo a maresia!
Depois fui não sei quem que se perdeu na terra.
E quanto mais na terra a terra me envolvia
E quanto mais na terra fazia o norte de quem erra. Vem tu, Poesia, vem, agora conduzir-me
À beira desse cais onde Jesus nascia...
Serei dos que afinal, errando em terra firme,
Precisam de Jesus, de Mar, ou de Poesia?
(David Mourão-Ferreira, Obra Poética 1948-1988)
quarta-feira, 5 de dezembro de 2007
Micro-narrativa (I)
'Pela tela, pela janela' e pelo mundo que vejo no teu olhar, espelho do longínquo horizonte, enquanto adormeço abraçada ao teu canto de cisne. Desejos de me outrar em ti, para que me ames só a mim, sempre diferente, sempre outra, mas só a mim.
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terça-feira, 4 de dezembro de 2007
Cais das codornizes (V)
Durante esta quadra natalícia, o Cais das Codornizes só vai passar música de Natal. Às vezes é difícil escolher apenas duas versões, mas vai ser bom partilhar este gosto musical. Estas músicas que só ouvimos em Dezembro têm o condão de criar um cenário maravilhoso, por vezes até parece que neva... vamos lá à primeira, muito especial, habitualmente cantada a duas vozes, as nossas, em viagens de carro, estrada fora. Winter Wonderland cantada pela Macy Gray no Cais e pelos Eurythmics no codornizes.
Gone away is the bluebird,
Here to stay is a new bird
He sings a love song,
As we go along,
Walking in a winter wonderland
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