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segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Cais das Codornizes (IX)


Um último Cais das Codornizes de Natal - We three kings. No cais canta Ella Fitzgerald e no codornizes o coro da Catedral de Winchester.

domingo, 6 de janeiro de 2008

Os Reis Magos chegaram a Belém...

Os Reis Magos já chegaram a Belém...


Seguiram a estrela mais brilhante e chegaram ao presépio... já os pus mais perto das palhinhas do menino Jesus!

Depois de uma missa matinal, onde fui para ouvir a minha irmã a cantar o Amazing Grace, seguiu-se um almoço de família, porque é sempre bom comer as iguarias da mãe Teresa. À tarde, passeio pelo Museu Berardo, porque sobre arte gosto sempre de aprender com as manas mais novas, uma espreitadela ao concerto de Reis nos Jerónimos, coro de Santa Maria de Belém com a Orquestra Metropolitana de Lisboa, dirigidos por Jorge Matta, e a cereja no topo do bolo, porque ao Domingo não se fazem dietas...


Nota: Dedico esta entrada às minhas irmãs, porque sabe bem passear com elas e recordar outras tantas tardes como estas!

sábado, 5 de janeiro de 2008

Cais das Codornizes (VIII)


O Natal são muitos dias... para nós, começou no início de Dezembro e só acaba amanhã, dia em que chegam os Reis Magos. Este ano, os presentes têm sido repartidos ao longo da quadra. Ainda esta tarde chegaram mais alguns. A música tem de ser, por isso, The twelve days of Christmas (apesar de o nosso Natal ter durado mais de um mês...). O codornizes escolhe a versão original, na interpretação de John Denver com os Marretas. O meu cais apresenta uma recriação pelas princesas da Disney.



quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Foi Natal na nossa casa...

Gosto do Natal. Do espírito, de estar com toda a família e com os amigos que já são família, das iguarias, de desembrulhar presentes… mas do que gosto mais é da magia que o envolve e que o ilumina. São os pequenos pozinhos de perlimpipim que sobrevoam estes dias e estas noites coloridas e tão quentinhas.

Na véspera de Natal, continuo a acordar com a mesma ansiedade de antes, mas a correria das vésperas é cada vez maior. O que significa que a espera é menor!

No primeiro Natal na nossa casa, olho para a minha árvore e sorrio, orgulhosa. Vejo os presépios de que tanto gosto, sei porque comprei cada um deles e são todos muito especiais. Os presentes, debaixo do abeto, vão crescendo e a vontade de os abanar e apalpar é imensa. Não sei que juízo me passou este ano pela cabeça para não o fazer. Consegui conter a curiosidade que só iria ser desfeita a 25, no chão, de sorriso aberto e cheia de borboletas e sonhos na barriga.

Este ano o Pai Natal veio muitas vezes! De há uns anos para cá é quase sempre assim. Começou a 16, em casa da Tia, onde as crianças ainda somos nós e onde pude recordar com muita saudade os Natais em casa do meu avô. Depois continuou a 23, num fim de tarde com a Madrinha. Um presente especial, num embrulho azul… uma ansiedade enorme para ver o que era… e quase chorei quando desembrulhei e vi - uma caixinha de música. Depois, foi esperar por todos os sítios onde parámos no Natal e nos sentámos à chinês, debaixo das árvores, a abrir os presentes. A praticar essa arte de desembrulhar, sem rasgar, contendo o entusiasmo para saber o que é. Acho que nesta arte ainda sou uma criança…

O Pai Natal foi generoso e, melhor do que tudo, dever ter lido a minha carta, mas também os meus sonhos. Pois os meus maiores desejos apareceram bem embrulhados e foram abertos com sorrisos e com beijinhos por baixo de azevinho. Também gosto de dar, gosto de escolher, mas também de fazer presentes, de os embrulhar e de enfeitar com laços e fitas, etiquetas e mensagens especiais. Gosto de ver os outros sorrir quando recebem os meus presentes. De dar doces aos gulosos, de escolher os livros pelos títulos, de dar aquilo que muito se deseja, de surpreender, de dar mantinhas à minha avó…

Nestes dias, gosto de passear de casa em casa, de sentar de mesa em mesa, de provar os sonhos de todos, de comer muitas rabanadas e coscorões, de pedir que me cortem o peru, de voltar à mesa, no fim da noite, e ficar a comer só por gula, gosto de ver os meus primos a desembrulhar os presentes e de saber que agora o Natal é mais deles do que meu. De deitar a cabeça no colo de alguém, de sentar à lareira, no banquinho de casa da Avó, e de relembrar quando o Natal era nosso e como foi sempre bom. De ir a casa dos meus pais na manhã de 25, para abrir com eles os presentes e de ver a cara da minha irmã sorrir, apesar de ser a senhora Scrooge do nosso Natal. De chegar e ver a porta da sala fechada, como o meu avô fazia, porque o Pai Natal podia ainda estar por ali, e de recordar as vezes que ele espreitava e dizia que não estava lá nada, mas estava sempre. De rir à gargalhada com essas cumplicidades e perdermo-nos em recordações tão felizes.

De passar a tarde a passear por aqui e por ali, de ir ter com os miúdos e brincar com as coisas novas. De estar em minha casa um bocadinho mais e saber que ali é Natal. Foi Natal na nossa casa, o primeiro… Agora é esperar pelo Ano Novo.


terça-feira, 25 de dezembro de 2007

Cais das Codornizes (VII)


A todos um Bom Natal, com a música When a child is born, cantada por Charles Aznavour, Plácido Domingo, Sissel Kyrkjebo e Josep Carreras, no codornizes, e pelo Saint Philips Boys Choir, no Cais.

sábado, 22 de dezembro de 2007

Cais das codornizes (VI)


Agora que a meia noite se vai aproximando, os desejos de Natal vão ficando mais claros. Por isso, esta noite canta-se All I want for Christmas is you. O meu cais escolheu a versão original de Mariah Carey. No codornizes ouve-se a do filme Love actually, cantada por Olivia Olson, que tinha então 11 anos.




'Cause I just want you here tonight
Holding on to me so tight
What more can I do
Baby all I want for Christmas is you

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Carta ao Pai Natal...

Carta ao Senhor Gordinho e com barbas brancas e traje encarnado, com cinto e botas pretas...

Este ano não fiz muitas asneiras, por isso gostava de receber uma caixinha de sonhos como esta. Se calhar já venho tarde, mas, como te peço sempre o mesmo, pode ser que seja desta.

Um beijinho enorme e lá nos encontramos na chaminé, na noite de vinte e quatro. Desta vez, espero que venhas mais cedo, para que te possa ver.

Nota: Dedico esta entrada à M.A., tentando mais uma vez que ela acredite no Pai Natal!

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Este ano o Pai Natal sou eu...


Podemos não ter a barriga, a barba, o gorro e o traje encarnado, mas este ano desafio-te a seres Pai Natal por um dia, aceitas?

domingo, 9 de dezembro de 2007

Falavam-me de amor

Quando um ramo de doze badaladas
se espalhava nos móveis e tu vinhas
solstício de mel pelas escadas
de um sentimento com nozes e com pinhas,

menino eras de lenha e crepitavas
porque do fogo o nome antigo tinhas
e em sua eternidade colocavas
o que a infância pedia às andorinhas.

Depois nas folhas secas te envolvias
de trezentos e muitos lerdos dias
e eras um sol na sombra flagelado.

O fel que por nós bebes te liberta
e no manso natal que te conserta
só tu ficaste a ti acostumado.
(Natália Correia, in O Dilúvio e a Pomba)

sábado, 8 de dezembro de 2007

Have yourself a merry little Christmas by Melua

Era para ser um dia destes, mas passa a ser hoje, como prometi no sem-se-ver:




Nota: Esta melodia faz parte da banda sonora da minha manhã nas artes da culinária. Ainda a tentar fazer azevias de batata-doce.

P.S. : Ana, esta é para ti, porque sei que gostas da Melua e mereces uma musiquinha de Natal! Guardo uma azevia para ti.... um beijinho.

Experiência culinária

O que vou tentar fazer hoje, apesar de as más línguas dizerem que não vou conseguir...

Nota: Para quem não percebeu, são azevias de batata-doce...

E já agora uma música da quadra...

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Upside Down Christmas Tree


O verdadeiro espírito natalício...

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Poemas de Natal (I)

NATAL À BEIRA-RIO

É o braço do abeto a bater na vidraça?
E o ponteiro pequeno a caminho da meta!
Cala-te, vento velho! É o Natal que passa,
A trazer-me da água a infância ressurrecta.
Da casa onde nasci via-se perto o rio.
Tão novos os meus Pais, tão novos no passado!
E o Menino nascia a bordo de um navio
Que ficava, no cais, à noite iluminado...
Ó noite de Natal, que travo a maresia!
Depois fui não sei quem que se perdeu na terra.
E quanto mais na terra a terra me envolvia
E quanto mais na terra fazia o norte de quem erra. Vem tu, Poesia, vem, agora conduzir-me
À beira desse cais onde Jesus nascia...
Serei dos que afinal, errando em terra firme,
Precisam de Jesus, de Mar, ou de Poesia?

(David Mourão-Ferreira, Obra Poética 1948-1988)

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Cais das codornizes (V)


Durante esta quadra natalícia, o Cais das Codornizes só vai passar música de Natal. Às vezes é difícil escolher apenas duas versões, mas vai ser bom partilhar este gosto musical. Estas músicas que só ouvimos em Dezembro têm o condão de criar um cenário maravilhoso, por vezes até parece que neva... vamos lá à primeira, muito especial, habitualmente cantada a duas vozes, as nossas, em viagens de carro, estrada fora. Winter Wonderland cantada pela Macy Gray no Cais e pelos Eurythmics no codornizes.
Gone away is the bluebird,
Here to stay is a new bird
He sings a love song,
As we go along,
Walking in a winter wonderland

En Navidad...

Para mim já é Natal. Finalmente chegou, apesar de nas ruas se andar a dizer que já é Natal há mais ou menos dois meses. Para mim começou no Sábado, dia 1. Gosto do Natal, sou daqueles espíritos que se deixa contagiar por tudo aquilo que o Natal tem de bom: os doces, bolos, salgados e fritos, o peru e o bacalhau, a árvore recheada de enfeites e luzes coloridas, um banco em frente à lareira a escrever postais, calendários de chocolate, presépios vários que se vão coleccionando, na esperança de ter um dia daqueles meticulosamente encenados... com lagos e muitos pastores, músicas de natal nas vozes de coros de anjos, concertos nas igrejas aquecidas por essas vozes, um coração aberto a todos, um espírito natalício impossível de não me fazer feliz e uma vontade de o espalhar por todo o mundo.
Para que todos los días sean Navidad
para que cada deseo se haga realidad
para que el mundo sonría al despertar
para que se abra la puerta y no se cierre más

(ROSANA e PEDRO GUERRA - EN NAVIDAD)