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terça-feira, 20 de maio de 2008

Embalada em ternura

Foi uma noite belíssima, num concerto a meia-luz. Apesar do som e da idade, cantámos para aquele sorriso que há muito nos enternece e com aquela voz que dá a mão a tantos momentos importantes na nossa vida! Ontem, deixámo-nos levar pela onda de lárararás que surgiam entre um público tímido, que apenas sorria. Foi uma noite de ternura, de aplausos e de recordações de tantas vezes, tantas, que o cantámos por aí! Acorda-se com o embalo de Le temps de vivre e com desejos que hoje fosse ontem, para que esta noite se vivesse outra vez. Agora que ele canta apenas na telefonia do carro, dando banda sonora ao dia chuvoso e de olhar triste, fica a esperança de que um dia volte ao palco e que quem ontem 'nadou' possa amanhã dançar a sua preferida: Bahia.




Nota: Com esta música, deixo a minha homenagem a Zélia Gattai(São Paulo, 2 de julho de 1916 — Salvador, 17 de maio de 2008), uma baiana por amor!

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Je ne suis jamais seul avec ma solitude

E porque esta era a música que queria pôr hoje, porque de manhã me chegou este poema de Miguel Torga ao e-mail e lembrei-me logo do Moustaki. Obrigada, J.




Como nunca vieste, já não venhas.
O mais rico tesouro é o que se nega.
Ágil veleiro doutros mares, navega
Com as asas que tenhas!
Foge de ti, porque de mim fugiste.
Alarga a solidão que me consome.
E apaga na memória a praia triste
Onde eu pergunto às ondas o teu nome.
(Coimbra, 6 de Março de 1952)

Le facteur

Porque há comentários que merecem ser entradas...

Huckleberry Friend deixou um novo comentário na sua mensagem "Saudade de uma carta com caligrafia":

Reina, reina, quantas cartas, quantos postais, por vezes perdidos ou nunca enviados, vão aparecendo nas gavetas e nos caixotes por arrumar (ainda que a maioria esteja impecavelmente catalogada)? Não me canso de relê-las, de escrevê-las, umas para meter no correio, outras para deixar, discretamente, onde sabemos que o destinatário não pode deixar de encontrá-las... Não tenho, ao contrário do Manel, grande razão de queixa dos correios... queixo-me, como todos, da falta de cartas bem caligrafadas, por vezes com uma mancha de café ou uma paisagem desenhada ao canto. E o tempo, Manel, em que o carteiro era o único elo de ligação entre dois amantes?
Mas deixemo-nos de lamúrias: fui, recentemente, visitado por um carteiro inesperado e de identidade misteriosa. O breve telegrama que me cantou foi um bálsamo num dia não, quase como o Moustaki (linque acima) a cantar-me ao ouvido. Beijinhos!


Le jeune facteur est mort
Il n'avait que 17 ans
L'amour ne peu plus voyager, il a perdu son messager
C'est lui qui venait chaque jour
Les bras chargé de tous mes mots d'amour
C'est lui qui portait dans ces main
la fleur d'amour cueillie dans ton jardin
Il est parti, dans le ciel bleu
Comme un oiseau enfin libre et heureux
Et quand son âme la quitté
Un rossignol quelque part à chanter
Je t'aime autant que je t'aimais
mais je ne peu le dire desormais
Il à emporter avec lui
Les derniers mots que je t'avais écrit
Il n'iras plus sur les chemin
Fleuris de rose et de jasmin
Qui mènent jusqu'à ta maison
L'amour ne peu plus voyager
Il a perdu son messager
Mais mon coeur est comme en prison
Il est parti l'adolescent
qui t'aportait mes joix et mes tourments
L'hiver a tué le printemps
Tout est fini pour nous deux maintenant

NOTA: Depois de publicada, esta entrada tornou-se parte de um "Cais das Codornizes" involuntário. Aqui, pusemos Moustaki a tocar ao vivo. Já o codornizes preferiu a versão de estúdio.

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Cais das codornizes


Nasce hoje uma rúbrica interblogueira - o cais das codornizes. A ideia nasceu a propósito da música Tes Gestes, que o meu cais e o codornizes publicaram em duas versões.

Nesse dia, ouvimos Georges Moustaki e Serge Reggiani. Hoje, o cais volta a Moustaki e Barbara canta no codornizes. A música é La ligne droite. Esperem por mais duetos...

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Mes gestes...

Um presente que me chegou...


(Tes Gestes - Georges Moustaki)

Plus tendres qu'un aveu
Tes gestes me désarment
Ta main dans tes cheveux
Ou qui sèche une larme
Tu mêles savamment
L'innocence et le charme
Ta jupe de quinze ans
Et tes jambes de femme
Tes bras encor si frêles
Deviennent rassurants
Quand tu donnes à l'enfant
Ta douceur maternelle
Dis-moi qui t'a appris
A effleurer ma bouche
Toi qui suces ton pouce
Quand tu es endormie