segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Ratatouille romântico...

Sugestão romântica:



Estou em maré de amores e de romantismos, por isso, a sugestão de hoje vai para um jantar a dois, à luz das velas, a comer com pauzinhos, de um só prato. Nada mais intimista... quanto à ementa, fica ao vosso critério. Eu escolhi ratatouille, para variar...


Voltando a abraçar as palavras

Sobre abraços e sobre cais... sobre as asas que nos erguem no ar e que nos levam a bom porto...



Quando veio,
Mostrou-me as mãos vazias,
As mãos como os meus dias,
Tão leves e banais.
E pediu-me
Que lhe levasse o medo,
Eu disse-lhe um segredo:
"Não partas nunca mais".
E dançou,
Rodou no chão molhado,
Num beijo apertado
De barco contra o cais.
(...)
Abraçou-me
Como se abraça o tempo,
A vida num momento
Em gestos nunca iguais.

'...dois braços servem para dar um abraço'


Este cais a que aportamos a cada dia é, cada vez mais, um salão de baile, uma sala de estar onde nos sentamos a conversar... Falamos sobre o que queremos, aquilo com que sonhamos. A alegria da vida está nestas pequenas coisas, nestas pequenas coincidências, nas pequenas palavras de amigos que quase sempre nos parecem grandes, belas e mágicas. Que nos confortam, que nos unem e quase parecem abraços. Alexandre O' Neill tinha razão quando escreveu Há palavras que nos beijam/ Como se tivessem boca/ Palavras de amor, de esperança,/De imenso amor, de esperança louca. E é verdade, há imagens que valem mais do que mil palavras, mas há palavras que valem mais do que tudo, porque ficam nos nossos ouvidos, no nosso coração. Deixemo-nos levar por essas brisas sonoras, as palavras dos amigos que vêm ao nosso cais... ao meu cais.


(Esta entrada é especialmente dedicada à Madrinha, que me costuma soprar muitas palavras dessas, das que parecem abraços.)




domingo, 7 de outubro de 2007

"In other words, hold my hand and kiss me"

Adoro dançar e esta já a dancei à chuva com o melhor dançarino! Hoje a noite não é de chuva, mas abram o chuveiro e cantem...


Dancing in the rain.

I'm happy again.

I'm singin' and dancin' in the rain.

Dancin' and singin' in the rain.

Ratatouille... rátátátátá...

Sugestão de receita:


Ingredientes:

- tomate
- courgette
- pimento
- beringela
- cebola
- alho
- azeite
- vinho branco
- sal e pimenta q.b.

Preparação:
1. Cortar tudo em pedaços
2. Deitar um pouco de azeite na caçarola
3. Juntar os ingredientes
4. Adicionar um pouco de vinho
5. Verificar o sal e a pimenta
6. Deixar cozinhar a gosto

(Esta receita é dedicada aos meus pipopós, aos que gostam e aos que não gostam de ratatouille.)

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

50 promisses for marriage



Hoje acordei com este cartão na mesa de cabeceira...
Deixo-vos com muito em que pensar.

1. Start each day with a kiss; 2. Wear your wedding ring at all times; 3. Date once a week; 4. Accept differences; 5. Be polite; 6. Be gentle; 7. Give gifts; 8. Smile often; 9. Touch; 10. talk about dreams; 11. Select a song than can be "our song"; 12. Give back rubs; 13. Laugh together; 14. Send a card for no reason; 15. Do what the other person wants before he or she asks; 16. Listen; 17. Encourage; 18. Do it his or her way; 19. Know his or her needs; 20. Fix the other person's breakfast; 21. Compliment twice a day; 22. Call during the day; 23. Slow down; 24. Hold hands; 25. Cuddle; 26. Ask each other's opinion; 27. Show respect; 28. Welcome the other person home; 29. Look your best; 30. Wink at each other; 31. Celebrate birthday in a big way; 32. Apologize; 33. Forgive; 34. Set up a romantic getaway; 35. Ask, "What can I do to make you happier?"; 36. Be positive; 37. Be kind; 38. Be vulnerable; 39. Respond quickly to the other person's requests; 40. Talk about your love; 41. Reminisce about your favourite times together; 42. Treat each other's friends and relatives with courtesy; 43. Send flowers every Valentine's Day and anniversary; 44. Admit when wrong; 45. Be sensitive to each other's sexual desire; 46. Pray for each other daily; 47. Watch sunsets together; 48. Say "I love you" frequently; 49. End the day with a hug; 50. Seek outside help when needed. (by Steve Stephens)

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

"Preciso de ti como de pão para a boca!"

Hoje tenho vontade de falar de romantismos. Por isso, deixo-vos com uma imagem onde se pode ler: "Preciso de ti como de... para a boca!"
Mas já que falamos de romantismos, sem querer quebrar a magia, acrescento um excerto do Livro do Desassossego de Fernando Pessoa, assinado pelo seu semi-heterónimo Bernardo Soares (ajudante de guarda-livros na cidade de Lisboa). Para que se saiba que o amor feliz não é uma utopia, apenas uma (in)constante busca pela felicidade. É um alerta aos apaixonados!


"O amor romântico é como um traje, que, como não é eterno, dura tanto quanto dura; e, em breve, sob a veste do ideal que formámos, que se esfacela, surge o corpo real da pessoa humana, em que o vestimos. O amor romântico, portanto, é um caminho de desilusão. Só o não é quando a desilusão, aceite desde o príncipio, decide variar de ideal constantemente, tecer constantemente, nas oficinas da alma, novos trajes, com que constantemente se renove o aspecto da criatura, por eles vestida."

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Valsinha

Sugestão musical:

Hoje acordei com esta música na cabeça. Não sei se por acaso, se por estar a dar na rádio, quando o despertador tocou. A música é de Chico Buarque, de 1970. Chama-se "Valsinha" e dá vontade de "rodar" e de "abraçar"...


Um dia ele chegou tão diferente do seu jeito de sempre chegar
Olhou-a dum jeito muito mais quente do que sempre costumava olhar
E não maldisse a vida tanto quanto era seu jeito de sempre falar
E nem deixou-a só num canto, pra seu grande espanto convidou-a pra rodar

(...)

Depois os dois deram-se os braços como há muito tempo não se usava dar
E cheios de ternura e graça foram para a praça e começaram a se abraçar
E ali dançaram tanta dança que a vizinhança toda despertou
E foi tanta felicidade que toda a cidade enfim se iluminou
E foram tantos beijos loucos
Tantos gritos roucos como não se ouvia mais
Que o mundo compreendeu
E o dia amanheceu
Em paz

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Amigo


Este poema de Alexandre O'Neill lembra-me os amigos que não vemos, com quem não estamos, mas que estão sempre connosco. São os amigos a quem até podemos não ligar muitas vezes, mas que quando ligamos, quando estamos - "... vai ser, é já uma grande festa!"


Mal nos conhecemos
Inauguramos a palavra amigo!
Amigo é um sorriso
De boca em boca,
Um olhar bem limpo
Uma casa, mesmo modesta, que se oferece.
Um coração pronto a pulsar
Na nossa mão!
Amigo (recordam-se, vocês aí,
Escrupulosos detritos?)
Amigo é o contrário de inimigo!
Amigo é o erro corrigido,
Não o erro perseguido, explorado.
É a verdade partilhada, praticada.
Amigo é a solidão derrotada!
Amigo é uma grande tarefa,
Um trabalho sem fim,
Um espaço útil, um tempo fértil,
Amigo vai ser, é já uma grande festa!

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

"Porque é que a felicidade só é verdadeira quando o é para sempre?"

Sugestão de leitura:
O Leitor (der Vorleser), de Bernard Schlink, é uma história de amor, que se constrói pela magia e pela paixão da leitura. O relacionamento que, a princípio, nos pode parecer apenas baseado no prazer sexual, revela-se num amor puro e duradouro. Apesar de pertencer a uma geração de escritores nascidos nos finais da II Guerra Mundial, Schlink relega para segundo plano questões como a reunificação da Alemanha ou as monstruosidades do Holocausto e revela-nos a pureza do amor entre um adolescente e a mulher adulta. A pureza desse amor traduz-se na leitura, em voz alta, de clássicos da literatura. Este momento inseria-se num ritual antecedido pelo acto sexual e por um banho. No meu entender a leitura surge associada à purificação dos amantes, após o pecado – a consumação de uma relação proibida.


"Contudo, fomos felizes! Por vezes, quando o final é doloroso, a recordação trai a felicidade. Por que é que a felicidade só é verdadeira quando o é para sempre? Por que é que só pode ter um final doloroso quando já era doloroso, ainda que não tivéssemos consciência disso, ainda que o ignorássemos? Mas uma dor inconsciente e ignorada é uma dor?"



p.s. Esta entrada é dedicada à Madalena que leu comigo este livro, na sua versão original - em alemão.

Cais é onde tudo chega e tudo parte

"cais
s. m.,
lugar que, à beira de um rio ou porto, serve para embarque e desembarque de pessoas e mercadorias; parte das estações do caminho-de-ferro ou do metropolitano em que se faz a descarga de mercadorias e onde embarcam ou se apeiam os passageiros."

Talvez não tenha feito uma semana desde o primeiro dia em que me atrevi a comentar um blog. Primeiro lia, depois não resisti a comentar e agora eis que inauguro aqui a minha casa. Pode vir quem quiser, não precisa avisar ou dizer quem é, desde que venha por bem.
Abri este espaço de artes e de letras, de sons e de cores, de sensações de de sabores, para que a magia de cada dia possa ser partilhada por nós, para que as pequenas coisas que nos fazem felizes, ou até mesmo tristes, possam aqui ganhar mais vida.

Cais é onde tudo chega e de onde tudo parte. É um espaço mágico, cheio de histórias para contar: novidades e histórias passadas, marinheiros antigos e novas marés. As minhas marés começam hoje e espero que continuem por muito tempo. É um cais para aportar na tempestade e para descansar na calmaria. E que os ventos soprem de feição, para que todos possam encontrar este cais onde ancorar... o meu.